
quarta-feira, 15 de abril de 2009
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Textos digitalizados
Pessoal, graças à generosidade do Márcio, os arquivos com os textos digitalizados do Le Goff já estão on-line. Peço que acessem o link:
http://www.4shared.com/network/search.jsp?sortType=1&sortOrder=1&sortmode=2&searchName=conceito+de+idade+m%C3%A9dia+le+goff&searchmode=2&searchName=conceito+de+idade+m%C3%A9dia+le+goff&searchDescription=&searchExtention=&sizeCriteria=atleast&sizevalue=10&start=0
http://www.4shared.com/network/search.jsp?sortType=1&sortOrder=1&sortmode=2&searchName=conceito+de+idade+m%C3%A9dia+le+goff&searchmode=2&searchName=conceito+de+idade+m%C3%A9dia+le+goff&searchDescription=&searchExtention=&sizeCriteria=atleast&sizevalue=10&start=0
domingo, 5 de abril de 2009
Para relaxar total!
Saudades dos anos 80, quando a vida cabia numa discoteca! Curtam os vídeos abaixo. Ótimo feriado para todos!
http://www.youtube.com/watch?v=oIVCYCFGO_A&feature=PlayList&p=341C02F2E5ED5E61&playnext=1&playnext_from=PL&index=59
http://www.youtube.com/watch?v=EoXvDleWJ5U
http://www.youtube.com/watch?v=oIVCYCFGO_A&feature=PlayList&p=341C02F2E5ED5E61&playnext=1&playnext_from=PL&index=59
http://www.youtube.com/watch?v=EoXvDleWJ5U
quinta-feira, 2 de abril de 2009
O calcanhar de Aquiles da análise de Febvre
Seria realmente a alta cultura, a chamada cultura erudita, a única responsável pelos limites intelectuais e mentais de uma época ? Seriam os letrados os que mais avançaram na formulação filosófica e científica de uma cultura ? Não há aí uma visão tradicional que valoriza a alta cultura em detrimento da cultura popular ? Uma questão para se pensar...
Seria Rabelais um ateu ?
Responder a esta questão implica responder a outra mais complexa: seria a descrença uma possibilidade intelectual aos homens do Renascimento ? Teriam eles uma utensilagem mental capaz de formular o problema da descrença ? Segundo Febvreve, para o homem do seculo XVI se libertar do peso esmagador da religião, ele deveria buscar apoio na filosofia, na ciencia ou no ocultismo. Febvre passa a examinar cada um deles, para mostrar que eles nao forneciam, no século XVI, o suporte necessário para a descrença. Para Febvre, se existe descrença, ela se traduz apenas como mera negação, como um impulso, sem valor social, que nada significa. É uma descrenca vazia e sem valor historico, posto que sem fundamentação filosófica. Febvre só admite a negação da religião - a descrença propriamente dita - se ela for advogada em base de razões coerentes, repousando sobre verificações científicas. A descrença assim seria impossivel no seculo XVI.
Lucien Febvre e Rabelais
Para Febvre, a sintaxe de uma época está em relação direta com o seu grau de desenvolvimento intelectual e de conhecimento científico. A sintaxe expressa portanto o clima mental de uma sociedade e revela os limites de sua especulação filosófica e religiosa. Nem tudo pode ser formulado mentalmente por uma determinada cultura - as idéias nascem de acordo com as circunstâncias do tempo historico. Mudam-se as circunstâncias, mudam-se as idéias.
Marc Bloch e a barbárie da guerra
Carlo Ginzburg chamou a atenção para um aspecto crucial do livro Os reis taumaturgos: o fato de que foi marcado pela experiência da guerra, na qual Bloch viu a regressão a uma mentalidade "bárbara e irracional". No cotidiano da guerra, a censura promoveu um retorno da tradição oral, mãe antiga das lendas e dos mitos, que estaria na raiz da difusão do rito de cura das escrófulas. O presente proporcionou-lhe um olhar privilegiado sobre o passado, uma espécie de mergulho no inconsciente do homem, pois que segundo ele "aquilo que há de mais profundo em história poderia ser também aquilo que há de mais seguro".
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